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(VÍDEO) Leilão do esgoto, obras da Beira Rio e mudança no trânsito: prefeito detalha planos e prazos para 2026

Entrevista

Redação 11/12/2025 as 11:25
(VÍDEO) Leilão do esgoto, obras da Beira Rio e mudança no trânsito: prefeito detalha planos e prazos para 2026
Foto: Amanda Liceski/Rádio Cidade Brusque
Texto Geral

Mobilidade urbana, grandes obras viárias e o futuro dos serviços públicos em Brusque estiveram no centro da entrevista com o prefeito André Vechi (PL), que detalhou prazos, mudanças e desafios para 2025 e 2026. Os temas foram abordados em conversa na manhã desta quinta-feira (11) no programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade FM.

Um dos principais assuntos foi a Beira Rio no bairro Rio Branco, especialmente o chamado lote 2, que liga a ponte Norberto Furbringer à ponte do Pilolo. Segundo o prefeito, a expectativa é aliviar o trânsito já no começo do ano que vem. “A nossa ideia é estar liberando o trânsito do lote 2 em meados de janeiro”, afirmou. A inauguração oficial deve ocorrer apenas quando toda a estrutura estiver concluída, com iluminação e sinalização prontas, junto do anúncio do lote 3, que deve estender a via até a ponte do Chico Motos.

Vechi também comentou a polêmica em torno das rotatórias da Apae e da Augusto Bauer, que passarão por nova mudança a partir de segunda-feira, voltando ao modelo antigo de circulação. Ele frisou que as alterações feitas neste ano foram planejadas e monitoradas pela equipe técnica da prefeitura: “Nós fizemos, de fato, um período de testes, né? E com base nos nossos técnicos.” O prefeito explicou ainda que uma nova rua de ligação, pelos fundos do Colégio Cultura, deve ser aberta até o fim de janeiro ou início de fevereiro para oferecer um acesso direto da ponte do Maluche à Beira Rio, tirando carga de veículos das rotatórias.

Outro ponto abordado foi o impacto de loteamentos em áreas íngremes, como na Padre Antônio Eising, onde deslizamentos de barro após chuvas fortes afetaram a mobilidade de moradores. Vechi disse que as empresas já têm, em seus alvarás e licenças ambientais, a obrigação de tomar medidas para evitar esse tipo de situação, mas reconheceu que, na prática, muitas só são flagradas depois do problema acontecer. Segundo ele, a prefeitura tem endurecido a fiscalização e as punições, incluindo multas mais altas e até a possibilidade de cassar o alvará de empreendimentos que descumprirem as regras e colocarem em risco a segurança de quem transita pelas vias.

O transporte coletivo também entrou na pauta. O prefeito explicou que a licitação de concessão de 25 anos passou por ajustes após apontamentos do Tribunal de Contas e que o município estuda lançar, em paralelo, um pregão mais simples para garantir agilidade na contratação. A meta, afirmou, é aliviar o bolso do usuário já no início de 2025. “A nossa expectativa é que em fevereiro a gente consiga estar reduzindo a tarifa, eu quero reduzir para R$3,50, para que mesmo com a nova licitação concluída, a nova concessão concluída, pelo menos a redução da tarifa já dê uma melhora para o cidadão sentir um pouco menos o peso no bolso, porque tu pega uma aí de uma volta, em 30 dias, dá uma redução significativa”, disse.

Na área do saneamento, Vechi detalhou o cronograma da concessão do esgoto, cujo leilão está marcado para 27 de fevereiro na B3, em São Paulo. O prefeito lembrou que o modelo prevê investimentos pesados em rede coletora e na estação de tratamento na Estrada da Fazenda, com início das obras pela região mais próxima, como Santa Terezinha, Limeira, Bateas e Volta Grande. Em paralelo, o município pretende usar cerca de R$ 100 milhões em recapeamento e pavimentação, priorizando trechos que só serão revitalizados depois da passagem das tubulações, para evitar o retrabalho em vias recém-asfaltadas.

Ao falar de orçamento, o prefeito projetou um montante superior a R$ 1 bilhão para o próximo ano, mas ponderou que boa parte desses recursos é carimbada para saúde, previdência e folha de pagamento. Vechi adiantou ainda que pretende reservar cerca de R$ 11 milhões em caixa para quitar, em 11 parcelas, uma dívida antiga decorrente de uma operação irregular feita em gestões passadas com recursos de um banco. Segundo ele, a ideia é proteger o planejamento da cidade, permitindo manter investimentos em infraestrutura, educação e saúde, ao mesmo tempo em que Brusque avança em obras estruturantes e serviços considerados essenciais para o futuro do município.


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